O terapeuta psicanalista Fabio Eroli em seu consultório na grande São Paulo

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Por Fabio Eroli, Terapeuta Psicanalista, Especialista em Neurociências e Gestão de Pessoas

 

Ah… o “novo” chegou!

E com ele todas as nossas expectativas, sonhos, desejos, projeções e, por que não, nossas utopias.

Fato é que a nossa vida gira em torno dos símbolos, dos signos, dos significados e dos significantes. O que isso tudo quer dizer?

Nós vivemos de modo a projetar a nossa vida baseados no sentido que a gente atribui aos símbolos e aos rituais que nos cercam e que constroem aquilo que chamamos de cultura.

Já que estamos no mês de janeiro, este é um excelente momento para repensarmos o modo como lidamos com os nossos objetivos. Vale lembrar que somos hiper imediatistas, ou seja, queremos tudo para ontem. Não lidamos bem com o tempo que algumas coisas levam para acontecer. Tempo para maturar as ideias, tempo para planejar, elaborar nossas estratégias e, enfim, executa-las.

Neste momento somos invadidos por uma peça central no nosso cérebro chamada ‘sistema límbico’, que é um dos núcleos responsáveis pela sensação e percepção de prazer e recompensa imediatos que o encéfalo produz em nosso corpo.

É importante entendermos como o nosso sistema nervoso compreende a realidade ao nosso redor de modo a buscar experiências que tragam tudo que é “gostoso” para aqui e agora. Para já!

Saber um pouco melhor como esse mecanismo funciona (claro, de forma bastante simplificada), facilita a compreensão do porque é tão difícil elaborarmos metas, objetivos e planos de longo prazo que consigam ser cumpridos com facilidade. Por isso aquela dieta que vai fazê-lo perder 30kg ao mês com muita restrição, aqueles 7 dias de malhação na semana, guardar um milhão de reais no ano, ser generoso com absolutamente todos ao seu redor, resgatar todos os animais abandonados da rua, mudar de carreira no próximo mês, casar em 30 dias, ou seja, tudo isso ao longo de apenas 12 meses… pode ser uma barca furada.

Pensando nisso, uma forma bastante prática de reduzir a sensação de insucesso, de fracasso e decepção consigo mesmo é elaborar metas que sejam conscientes, específicas, claras, atingíveis, conectadas com a possibilidade de realização efetiva para que então você tenha uma taxa de realização maior ao final do seu ano. Ainda assim não é garantia de que tenhamos sucesso em todas as metas que costumamos estabelecer todo início de ciclo com aquelas longas listas de desejos parecendo muito mais aquelas cartinhas de pedidos ao papai Noel do que algo que seja de fato realizável.

Portanto, queridos leitores, sejam mais condescendentes consigo mesmos para que finalizem o ano riscando a sua listinha com uma probabilidade maior de metas alcançadas. Não sejam tão exigentes, não precisa colocar tanto peso e mais; não sejam utópicos.

Reconheça suas limitações e pontos de fragilidades ao colocar no papel tudo o que precisa construir ao longo do seu novo ano.

Trabalhe seu senso de prioridade e urgência naquilo que precisa, de fato, do seu foco, energia e responsabilidade para que, enfim, aconteça. Sejamos realistas e pés no chão! Uma coisa de cada vez, literalmente.

Está tudo bem! Abraços e até a próxima coluna!

 

*Instagram: @fabioeroli