Poder da Terra, nutrindo o Brasil de forma acessível, orgânica e sustentável, na caixinha Tetra Pak

Filho de médico, o empresário brasileiro Daniel Feferbaum sentou-se um dia com seu pai e, juntos a uma bancada de outros médicos e nutricionistas, desenvolveram um exclusivo mix de nutrientes que inserido nos sucos de frutas naturais faz diferença em nosso organismo auxiliando em minimizar a fome oculta (carência não explícita de um ou mais micronutrientes no organismo) além de repor necessidades específicas nutricionais ausentes em nosso dia a dia alimentar.

Daniel se autodefine um empreendedor apaixonado com a missão de ajudar as pessoas a terem mais saúde durante toda a vida e por causa deste sonho ele fundou a empresa na qual é CEO e nos garante que todos os produtos que fabricam possuem muita ciência e inovação. O jornal Onews traz esse relato entusiasmado e vibrante numa história de vida contada por ele mesmo a seguir.

“Eu tenho duas paixões muito grandes, primeiro o empreendedorismo, eu adoro isso. Me formei engenheiro de produção, trabalhei dois anos numa consultoria entretanto me via sempre do lado de começar uma empresa, um negócio próprio. Antes da WNutritional eu tive outras empresas, primeiro uma de marketing promocional.

Tive nesta época a oportunidade de fazer um MBA nos EUA e foi lá que surgiu a ideia da WNutritional. Só que voltando dos Estados Unidos eu comecei uma empresa de design brasileiro, algo que ainda está muito em alta no exterior, estou falando dos anos de 2007, 2008.

Pensei então em levar o design brasileiro para fora do Brasil. Comecei uma fábrica de móveis com designers brasileiros, só que tive um probleminha que não estava muito previsto, que foi ao contrário do que temos agora onde o dólar nos favorece, naquela época o dólar desabou. Ele passou para R$1,50 ou R$1,90 em cotação e isso inviabilizou completamente a exportação, o nosso móvel era mais caro do que o móvel de primeiríssima qualidade italiano em dólar, por causa disso.

Permaneci com essa empresa e comecei a focar a venda para o Brasil, tivemos anos incríveis naquela época no país, o Cristo Redentor estava voando como um foguete nas capas das Revistas internacionais e foi super bacana.

Quando eu estava nos EUA, ia muito ao supermercado de fim de semana para fazer compras e via a quantidade de produtos saudáveis que se tinha por lá para se comprar. Produtos naturais, produtos orgânicos, desde barrinhas, bebidas, cereais e tudo o mais que a gente pode imaginar numa diversidade muito grande.

Não via isso no Brasil. Entendi que poderia ser uma oportunidade para o país. A fábrica de móveis estava crescendo no Brasil e a minha segunda paixão sempre foi alimentação saudável e estilo de vida saudável, amo isso! Corro quatro vezes por semana, faço pilates, faço musculação, tenho uma filha de nove anos e uma pequenininha de 8 meses.

A de nove anos é completamente incentivada ao esporte, fim de semana a gente anda de bike, vai para a piscina, durante a semana ela faz aula de tênis, faz natação, faz ginástica olímpica e eu adoro essa vida saudável. Como tem tudo a ver comigo comecei a estudar esse mercado que cresce muito anualmente.

Em 2012 isso me motivou a vender minha fábrica de móveis e com esse dinheiro começar a WNutritional. A nossa economia ainda estava super bem, começamos a sentir um reflexo pior a partir de 2013 e 2014. Começamos a desenvolver as nossas linhas de produtos com grandes desafios.

O primeiro desafio veio quando eu quis ter uma base científica para o que eu fazia, penso que não adianta o Daniel falar que esse produto é bom por causa disso, que ouvi dizer, minha amiga falou, está saindo na internet, não era isso que eu queria. Eu queria realmente ter uma base científica e hoje inclusive dentro do que estamos vendo nesse cenário de Covid, o que falta na cabeça das pessoas é a ciência de verdade, e é uma pena que falte. Minha ideia foi trazer profissionais de saúde para o desenvolvimento dos nossos produtos.

Trouxe e eles fizeram uma grande e séria pesquisa das nossas principais carências nutricionais. Com isso em mãos, nossa ideia era começar lançando um produto funcional, um produto que além daquele natural que as frutas trazem pudesse trazer mais benefícios pelos nutrientes que a gente adiciona.

Esse grupo desenvolveu esse produto baseado em pesquisas de Universidades dentro e fora do Brasil identificando as principais carências da nossa alimentação. O cálcio, pois não consumimos leite suficiente.

A vitamina D, que em nossa rotina quase não aparece, nós não tomamos sol suficiente.

Fibras, que principalmente o alimento industrializado perde durante o processamento.

O ácido fólico, que é super importante.

DHA que está presente na alga, que é o ômega 3, onde o peixe que comemos precisa comer a alga para que a gente tenha acesso ao ômega 3. Além da gente comer pouco peixe, o peixe que a gente come é de cativeiro, Não é o peixe que está solto lá no mar. O DHA tem muitos benefícios, é bem conhecido ao beneficiar o desenvolvimento cognitivo das crianças.

Para nossa linha infantil que já tínhamos em mente desenvolver, o DHA seria uma coisa super bacana.

Começamos a fabricar esses produtos, só que naquela época alguns destes ingredientes não podiam ser utilizados no suco. Foi preciso fazer um trabalho junto com nossos parceiros comerciais, os nossos fornecedores e com o Ministério da Agricultura para que a gente pudesse registrar os produtos no Mapa. Foi um trabalho de dois anos, entre a ideia de desenvolvimento até a primeira produção, estávamos em 2014. Lançamos então a primeira linha de produtos funcionais.

Hoje Life Mix é a nossa marca de bebidas funcionais. Temos ainda uma linha infantil com uma parceria que nos enche de orgulho, com Maurício de Sousa e a Turma da Mônica, sucos 100% naturais, veganos, é fruta que está lá dentro da caixinha com esses nutrientes. Os pediatras na ocasião especificaram que para uma criança crescer saudável – e crescer saudável abrange desenvolvimento mental, teríamos ali os ingredientes ômega 3, cálcio e vitamina D para o corpo. É portanto um suco super equilibrado para as crianças.

 

 

 

 

 

 

 

Sucos Poder da Terra na gôndola do supermercado, e licenciamento Turma da Mônica, duas grandes conquistas da marca.

 

Temos uma linha de baixa caloria na Life Mix que é uma linha hoje certificada pela Associação Nacional de Apoio aos Diabéticos, o diabético pode consumir esse produto, tem só 40 calorias por porção e os nutrientes para a melhor idade se beneficiar deles.

Temos uma linha de chás 100% naturais, chás funcionais, hibisco, chá verde, chá branco enriquecidos com fibras naturais, um produto 100% natural. Todos com aval de médicos e nutricionistas. Na época nos questionaram muito sobre quando iríamos produzir um produto Life Mix detox. Eu falava, nunca! As pessoas me perguntavam: Como assim?

A nossa equipe científica nos dizia que isso não existe, esse conceito detox é um conceito errado, não poderia ser utilizado.

E nós não lançamos, tanto é que dois anos depois das empresas focarem em detox e terem aquela venda expressiva, a Anvisa proibiu colocar essa nomenclatura nos produtos, e hoje você não encontra mais um produto detox porque é um conceito que não tem comprovação científica. Se não é comprovado cientificamente não é um produto para Life Mix.

Ainda tinha um mercado que me chamava muito atenção, pelo conceito e pelo crescimento global, que é o mercado de orgânicos. Foi aí que surgiu nossa ideia de lançar nossa marca “Poder da Terra”. Uma coisa que me incomodava muito nos orgânicos era o porque ele tem que ser caro. Por que ele não pode ter o mesmo preço que um produto comum de prateleira? O nosso desafio então foi criar um produto que fosse 100% orgânico e acessível.

Temos hoje as nossas limonadas orgânicas que são produtos que vendem super bem, a nossa linha de mates orgânicos custam de R$6,90 a R$7,90 o litro. Se você comparar com o suco que está em Tetra Pak no supermercado que seja de qualidade, é mais ou menos o que esse suco vai custar.

A nossa linha “Poder da Terra” é uma linha que representa bastante para nós dentro deste conceito de acessibilidade. Não adianta o orgânico ser uma coisa para poucos, o orgânico tem que ser para muitos e essa é a nossa ideia, inclusive entendemos o conceito orgânico como esse: ele não é só o “para mim”, ele é o “para mim”, “para o planeta” e “para a comunidade”. Tudo isso é importante e a marca Poder da Terra atende todos esses pilares do orgânico.

Em 2017, 2018, estávamos com duas marcas, aumentando alguns sabores, aumentando nossa presença em redes nacionais de supermercado, redes de varejo, quando em 2020 temos uma surpresa ingrata em todos os sentidos, para a empresa, para o país e para todas as pessoas que é a pandemia de Covid19.

O mundo começa a mudar, o perfil de consumo das pessoas começa a mudar, e não necessariamente porque as pessoas estão felizes e sim por necessidade, começamos a ver que a população começa a ter uma renda menor, as pessoas começam a perder os empregos, e começamos nós a pensar o que poderíamos fazer para que as pessoas continuassem a comprar produtos de qualidade só que mais acessíveis ainda.

Foi aí que surgiram duas ideias. Foram dois conceitos lançados rapidamente:

Um é um chá extremamente refrescante, 100% natural que chama FRIIZI, e é uma delícia. É um chá que se mistura com frutas, é um produto super diferente, não existe nada no Brasil igual, com um conceito de refrescância e que chega na gôndola entre R$ 5,90 e R$6,90 o litro. Fizemos um trabalho rápido de desenvolvimento deste produto, de posicionamento, de formulação, foi um processo colaborativo com 50 consumidores. No meio da pandemia nós mandamos produtos para os consumidores testarem, tudo feito com ferramentas online para que esses consumidores pudessem dizer o que gostaram, até em relação a embalagem. Nós enviamos 20 sabores diferentes para escolherem cinco. É engraçado, a venda hoje em dia é exata, 20% de cada sabor exatamente, sem variação. Desde que lançamos, em outubro de 2020, a venda para o consumidor foi super equilibrada, mas isso foi muito acertado por causa desse processo colaborativo que a gente teve com os consumidores. A ideia deste produto veio em abril, em maio começamos o desenvolvimento, em outubro já estava no supermercado.

O segundo produto chegou ao mercado em uma parceria com o influenciador Luccas Neto. Queríamos trazer um produto acessível para as crianças, com foco na imunidade. Nossa equipe buscou um estudo que foi desenvolvido na Inglaterra das dez principais vitaminas e minerais que a gente precisa consumir diariamente para aumentar a nossa imunidade. Pegamos 30% de cada uma daquelas vitaminas e minerais que o estudo indicava e colocamos nesse produto. Ele é um suco de caixinha, 100% natural, não tem aroma artificial ou outro ingrediente artificial, vendido a R$1,99 a unidade no ponto de venda.

Campanha da marca com Luccas Neto e Os Aventureiros.

 

Produtos de qualidade com preço mais acessível. Uma coisa muito legal é que nossos produtos, por serem desenvolvidos por médicos e nutricionistas, trazem um benefício muito importante para o paciente que está em recuperação hospitalar, é rico em fibras para, por exemplo, quem passou por uma cirurgia e está com constipação. O hospital é um canal super forte de vendas para nós e além dele outro canal muito importante são as escolas. As escolas, cada vez mais, estão preocupadas em dar uma alimentação saudável para as crianças. Life Mix Kids e Os Aventureiros atendem muito bem essa necessidade. Vendemos tanto para escolas diretamente quanto para a lancheira.

A principal categoria da lancheira da criança em frequência de consumo é o suco de caixinha.

Aqui um parênteses que eu sempre gosto de fazer para falar do suco de caixinha.

A caixinha é uma solução maravilhosa porque você não precisa inserir conservantes no produto, ela é prática, ela é sustentável e reciclável, a Tetra Pak tem planos maravilhosos com a rota de reciclagem, são programas de sustentabilidade. Muita gente cultua o suco de caixinha como uma coisa ruim por causa do conteúdo que diversas empresas colocam nesses produtos. Por isso é muito importante o consumidor, além de ler rótulos, saber o que está lá dentro da caixa.

Não condene a caixinha, condene o conteúdo da caixinha. Estamos falando aqui do Poder da Terra, uma marca maravilhosa, produtos 100% orgânicos, a Tetra Pak é perfeita para esse produto.

Para o Life Mix, um produto super funcional, cheio de benefícios, a embalagem Tetra Pak é a melhor que a gente encontrou. Alguns dizem que querem que o seu produto esteja numa embalagem transparente, pet, mas olhem a questão dos oceanos, a importância da sustentabilidade está aqui, agora.

Acho muito importante separar a caixinha do conteúdo dela. Eu, pelo menos, tenho muito orgulho dela e dentro da minha casa ela entra porque sei que estou fazendo um consumo muito mais sustentável do que se eu tivesse um pet, um vidro que para transportar é muito mais pesado e gera muito mais gás carbônico do que uma caixinha Tetra Pak.

Exportação

Estamos há sete anos na batalha da exportação e digo sempre que a venda é consequência. Chamo de batalha porque isso tem que ser uma coisa que faz primeiro parte da estratégia da empresa e exportar tem que ser foco da empresa.

Participei de muitas feiras, fui muitas vezes convidado pela própria Apex para participar de feiras de negócios, e o que eu vejo muito nessas feiras é oportunismo. Oportunismo de empresas que acham que vão chegar na feira, que aparecerá algum cliente que vai comprar cinco ou dez contêineres, que vai pagar antecipado e ali se encerra o trabalho.

Exportação não é isso e isso é o que prejudica o Brasil em relação a agenda de produtos que não são commodities, produtos de maior valor agregado. As empresas começam o trabalho e percebem que não é simples, param no meio do caminho ou não cumprem com aquilo que foi acordado com o comprador.

O segundo ponto muito importante é que quem dá o preço é o mercado. Temos que desenvolver um trabalho de muita rota, ir aos clientes, conhecer o mercado, conhecer a categoria, ver como os players se comportam dentro daquelas categorias, e entender o posicionamento de comunicação das marcas, posicionamento de preço, como os produtos estão expostos na gôndola, o porque o consumidor está comprando aquele produto. Entendido isso, aí sim, nessa reunião em que você tem oportunidade de sentar com o comprador internacional você tem que entender qual é a necessidade dele, e quais são os custos para atendê-lo.

Se vou atender o Walgreens, o custo de atender a esse comprador é muito diferente de atender o Sam’s Club, Walmart, a Whole Foods ou qualquer outro comprador, é importante termos este tipo de entendimento para fazer uma precificação correta do produto.

Muitas vezes esse comprador vai falar que gostou da sua linha mas que queria um produto que tivesse por exemplo mais cálcio ou um sabor qualquer que você não tem, ele te pergunta se você consegue fazer. A gente não pode esquecer que às vezes uma rede lá fora pode representar a nossa indústria inteira no Brasil, o comprador é tão grande que se você não tiver essa flexibilidade ele não vai comprar de você, nem o produto que ele está pedindo e nem os seus produtos atuais.

Como é a minha entrega? É num CD? São vários CDs, vou nacionalizar o produto? Quais são os custos de marketing? Quanto custa para fazer o cadastro? Preciso fazer uma degustação? Quantas degustações preciso fazer? Qual o plano de marketing que preciso fazer na loja deste cliente?

Exportação é isso, um trabalho muito árduo, que precisa ser discutido muito com o cliente para entender as necessidades e custos da operação, além de ser muito preciso na entrega do produto.

A partir do momento em que o comprador comprou, precisa entregar exatamente o que ele comprou, no prazo combinado e da maneira que foi combinado. Aqui no Brasil temos muito o que aprender com essas feiras de exportação ainda, acredito que Apex faz um trabalho maravilhoso, eles estão sempre de portas abertas para atender. Não podemos esquecer que a Apex é um suporte, ela não vai fazer o trabalho por nós. Temos que ser muito profissionais nisso.

Os chineses são extremamente profissionais no que fazem hoje, países que são europeus que são voltados à exportação, na França, Alemanha, não existe a conversa de “eu acho que “. “Eu acho que” é 50% de chance de dar certo e 50% de chance de dar errado.

O comprador é preciso. O vendedor também precisa ser, isso é fundamental para exportação.

Temos orgulho de estar no varejo.

Não gosto de escutar que o varejo é cruel, que ele só pensa nele, que ele acaba com as empresas, realmente eu não acredito nisso.

Na minha experiência não vejo isso acontecer. O varejo principalmente nas grandes redes é muito profissionalizado.

Minha mensagem hoje é a de que estou realmente muito abalado,

tenho vontade de chorar com tudo isso o que está acontecendo à nossa voltacom três mil mortos por dia.

Nos falta solidariedade, a morte foi banalizada em nosso país, morrer ou viver tem sido a mesma coisa para a maioria de nós.

Isso tudo é muito triste.

Minha mensagem é a de que precisamos voltar a ter valores, a viver em comunidade, a ter um bom sentimento um pelo outro e reconhecer a importância de um para o outro.

Minha válvula de escape é o esporte, a alimentação saudável, a convivência com as pessoas envolvidas no mundo dos orgânicos e no dos funcionais que carregam uma energia muito boa, isso me ajuda muito no dia a dia.

É uma troca de energia boa com pessoas que querem um mundo melhor lá na frente. Vamos “resetar” a cabeça e voltar ao nosso básico, nos preocupando com as coisas importantes.

Morrer não é normal, o normal é vivermos e continuarmos lutando pela vida, precisamos refletir muito sobre isso nesse momento.

O que nós estamos fazendo com a nossa sociedade e com a nossa comunidade?”

Daniel Feferbaum, CEO da WNutritional detentora da marca de orgânicos Poder da Terra, com exclusividade para o Jornal Onews.